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Como utilizar a ciência para criar um C.V. poderoso
04/04/2019

Como utilizar a ciência para criar um C.V. poderoso

Num artigo partilhado pela infoRH, são sugeridas cinco estratégias que podes adotar com o intuito de aperfeiçoares aquela que é a tua ferramenta de marketing pessoal mais importante: o teu C.V..
 
Se procuras um novo emprego, é essencial que tenhas o teu C.V. atualizado. Nesse sentido, após um dado período de tempo numa mesma empresa, é importante que atualizes o currículo com informação relevante, focando-te nas competências e conhecimentos adquiridos, e possíveis promoções que tenhas conquistado, no decorrer dessa última experiência profissional. Com o percurso profissional e contactos atualizados, torna-se indispensável verificares se o design do documento é suficientemente apelativo, por forma a atrair a atenção e interesse, da parte do recrutador.
 
Segundo a Robert Walters, consultora de recrutamento, uma “forma interessante de atualizar o C.V. é repensá-lo através da chamada “Nudge Theory”, uma teoria comportamental que utiliza gatilhos psicológicos para influenciar as pessoas a seguirem um determinado comportamento, como marcar umas férias ou comer de forma mais saudável, ou, neste caso, fazer o responsável de recrutamento reparar num C.V.”. Richard Thaler, vencedor de um Prémio Nobel da Economia de 2017, é um dos criadores desta teoria.
 
A partir da “Nudge Theory”, é possível retirar várias perceções que poderão, posteriormente, ser aplicadas nos campos das políticas sociais, educação e marketing. Por exemplo, tal como salienta a R.W. (Robert Walters), “(...) temos tendência para responder ou reagir positivamente perante evidências de conhecimento (autoridade), gostamos de seguir a multidão (prova social) e temos medo de perder as coisas boas da vida (aversão à perda)”. E é este facto que está subjacente ao comportamento das empresas quando estas fazem “(...) questão de destacar nos seus sites corporativos os prémios e distinções que ganharam, testemunhos e casos de estudo de sucesso”.
 
1 Autoridade
É natural e humana a tendência para preferir pessoas que revelem provas de liderança, experiência e conhecimento efetivo. Por este motivo, a R.W. recomenda que destaques os prémios que recebeste, as responsabilidades que te foram sendo atribuídas e as áreas de conhecimento que foste passando a dominar. Ressalva, ainda, que se pode “(...) provar tudo isto com métricas de ROI dos projetos realizados, ou estatísticas do nível de engagement para conteúdo escrito que se tenha produzido”.
 
2 – Prova Social
Se nos é natural dar preferência a pessoas que revelem provas de liderança, experiência e conhecimento, o mesmo se aplica ao fator “multidão e opinião geral”. Assim, se recebeste boas avaliações nas empresas onde trabalhaste, deves incluir testemunhos/citações de clientes ou chefes diretos, enquanto espelhos do teu sucesso. Por exemplo, “se fores uma pessoa ativa nas redes sociais, ou um porta-voz de uma companhia, mostra evidências do nível de engagement e respostas positivas que tenhas recebido”, explica a R.W..
 
3 – Facilidade Cognitiva
 “Fazer um CV parecer algo fácil de consumir (...) é um dos elementos psicológicos mais poderosos”, refere a R.W. - ou seja, um currículo que dê vontade de ser lido até ao fim e de, em última instância, conhecer a pessoa a quem este se refere. Sugere, neste sentido, que cries um C.V. que exiba um “design limpo, simples e intuitivo, que reflita a estrutura clara e lógica do seu conteúdo” e que tenhas em atenção a construção de “vários títulos intuitivos”, sendo, simultaneamente, “breve: se necessário, corta alguns exemplos da tua experiência inicial para te poderes focar nos êxitos mais recentes”.
 
3 – Antecipação de eventuais objeções
É necessário que te prepares e antecipes possíveis objeções que possam surgir aquando da análise do teu C.V., por parte do recrutador, pois “sem as garantias que temos em interações presenciais, precisamos de encontrar muito mais provas de confiança quando lidamos com pessoas online, o que nos leva a procurar vários sinais da sua credibilidade”, refere a R.W.. Esta aconselha a que olhes para o teu C.V., tentando-te posicionar na perspetiva de um entrevistador imaginário, bastante desconfiado, e que te coloques, a ti próprio, questões como as seguintes: “que perguntas farias sobre o teu C.V.? Existe alguma lacuna entre os teus períodos de trabalho? Mudaste de emprego várias vezes ou de forma sucessiva? Há alguma evidência de teres mudado por te teres tornado redundante para a empresa?”. Na verdade, ao invés de tentares disfarçar estas “irregularidades”, deves, pelo contrário, assumi-las. “É melhor ser-se transparente e positivo. Mais vale explicar o que se passou brevemente, referindo as dificuldades da empresa anterior, mas sempre de forma positiva, destacando principalmente aquilo que se aprendeu com a experiência”, tal como refere a R.W..
 
4 – Afinidade
Escrever a informação que irá constar do teu C.V. de uma forma “leve, clara e positiva, sem linguagem de negócios estéril ou desajeitada” é imprescindível, visto que “as pessoas respondem mais positivamente a pessoas, marcas e organizações por quem sintam algum tipo de afeto ou afinidade”, como explica a R.W.. Para além disto, poderás fazer o teu C.V. acompanhar-se de uma carta de apresentação, aproveitando-a, assim, enquanto outra ferramenta de expressão da tua personalidade. Nela, deverás aproximar-te o máximo possível da forma como falarias naturalmente - deves evitar uma formalidade exagerada, mantendo, contudo, um tom profissional.
 
Munindo-te destas cinco estratégias, é chegado o momento de colocares mãos à obra. Durante o processo de procura de um novo emprego, jamais descures aquele que é o elemento de marketing pessoal mais importante e eficaz - o teu C.V.-, investindo nele tempo e dedicação, no sentido do seu aperfeiçoamento. Assim, irás retirar o máximo proveito desta poderosa ferramenta e seguir um caminho mais produtivo, na busca pela oportunidade que tanto desejas.
 
Fonte.
Tronik - Digital Recruitment Agency
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