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Report: Design Culture Experience
03/02/2017

Report: Design Culture Experience

A primeira edição em Portugal da conferência Design Culture Experience decorreu no passado sábado, dia 17 de setembro, em Oeiras, e teve a EDIT. – Disruptive Digital Education como parceira.

Este evento, dedicado à discussão e partilha de ideias, temas e opiniões nas área do Design, Criatividade e Comunicação Digital contou com um painel de oradores de referência, entre os quais alguns dos tutores da EDIT.

Se não tiveste oportunidade de participar no DCEX, e para que possas manter-te a par daquilo que está a ser discutido no núcleo de profissionais da indústria digital, partilhamos contigo alguns dos destaques.


Luís Madureira, Partner na ÜBERBRANDS e tutor do workshop Marketing Intelligence da EDIT., abordou os princípios do Design Thinking e como é possível integrá-lo no processo de inovação.

Para Luís Madureira, todos os profissionais podem ser Design Thinkers – sejam eles engenheiros, dentistas, artistas… – para isso, basta criarem produtos que satisfaçam necessidades que ainda não foram colmatadas. Assim, Design Thinking define-se como o conjunto entre inovação, human thinking e estratégia de negócio, sendo necessário mapear tendências – humanas, de tecnologia e de negócio – e identificar oportunidades de inovação e/ou otimização, mantendo o produto human centered, relevante, sustentável e rentável.

Utilizar o mindset Design Thinking permite, assim, criar empatia com o problema do consumidor e resolvê-lo de uma forma criativa e lógica.


Seguiu-se a apresentação de Susana Branco, Design Thinking and Service Design Consultant & Co-founder na Busigners, que defende a máxima: Consumer Experience is the new batterfield. 

O poder do cliente, nos projetos digitais, cresceu: 73% das pessoas toma decisões baseadas em recomendações de amigos e/ou família. A compra começa com uma necessidade mas torna-se uma experiência, uma soma de momentos. Por isto, é determinante colocar o utilizador no centro da inovação e levá-lo para dentro do processo. Uma boa experiência de cliente tem que ser desenhada integrando o processo, idealmente, em 4 fases: mapear pressupostos, user research, desenho da experiência e service blueprint.


O painel onde se discutiu Design Process foi constituído por:

  • Márcia Galrão, Experience Designer & UI/UX Designer na ComOn Group;
  • Susana Branco, Design Thinking and Service Design Consultant & Co-founder na Busigners;
  • Hugo Froes, UX Designer na Hi Interactive e tutor do workshop UX Foudations na EDIT.
  • David Cruz, UX & Front-end Developer na minuscode e tutor do programa UI&/UX Design na EDIT.
  • Greg Palmieri, Interactive Art Director na Hi Interactive e tutor do Projeto 360º Digital Campaign na EDIT.


Neste contexto, foi apresentada e discutida a necessidade de quebrar barreiras entre profissionais de várias áreas, assumindo a importância de trabalhar em equipas multidisciplinares para integrar diferentes especialidades, numa interação próspera e vantajosa para o resultado final. O futuro está nesta integração, e os que a entendem são profissionais mais completos.

O Designer tem a capacidade de mudar coisas no mundo – Greg Palmieri   

Relativamente a metodologias de desenvolvimento, não existe uma mais adequada para cada processo: não há metodologias fechadas, e “one rule does not fit all”. Aqui, iterar é a palavra-chave: falhar e repetir faz parte do processo, e é quase recomendável fazê-lo (e quanto mais cedo se falhar, mais rapidamente se pode avançar).

No entanto, há fatores que estes profissionais defendem para uma melhoria do processo e do resultado final. É fundamental conhecer o cliente, saber o que ele quer e integrá-lo no processo, desenvolvendo e validando de forma ágil e, acima de tudo, trabalhar a capacidade de ver o outro, aquele para quem estamos a desenvolver.

Trabalhar a capacidade de questionar é a base da minha metodologia do processo” – Susana Branco

É determinante, no desenvolvimento de projetos digitais, trabalhar para a inovação e criatividade, mas, principalmente, perceber o que realmente faz sentido para cliente e educá-lo de forma a que este se sinta parte do processo.

Para exercitar esta necessidade, Hugo Froes deixa um desafio aos profissionais desta área: quando reunirem com o cliente, tentem não pensar em nada criativo: não criar nenhum elemento visual na vossa cabeça. Esta estratégia permite uma melhor compreensão daquilo que o cliente pretende.



Com o tema Designing The Experience, Hugo Froes, UX Designer na Hi Intreactive e tutor do workshop UX Foundations na EDIT., focou os dois principais fatores a considerar para desenhar experiência: negócio e utilizador.

Para desenvolver o fator negócio é necessário responder às perguntas: Quem decide? Rendimento? Objetivos? Desafios?

Quanto ao utilizador é preciso saber quem ele é, onde e quando está, como e porquê.

Parece difícil? Não! Porque acima disto tudo é fundamental estar próximo do utilizador, conhecer o seu contexto, sair do computador ou do escritório e conhecê-lo da melhor forma possível.

Vasco Teixeira-Pinto, Head of Digital and Growth na NOSSA™ e tutor do workshop Growth Hacking Disruptive Marketing na EDIT., definiu e explorou o conceito de Growth Hacking com cases concretos.

Insanity: doing the same thing over and over again and expecting different results.” – Albert Einstein

Vasco foca a necessidade do cruzamento de Marketing e Tecnologia, a junção dos profissionais de marketing e a criatividade com os conhecedores do contexto tecnológico cria produtos e estratégias disruptivas com impacto claro no público-alvo.



Iran Pontes, CEO do Design Culture
, Professor e Coordenador do MBA em Marketing Político na Unibratecafirma que todos somos criativos. De que forma? Porque este considera que a criatividade é uma skill, “pode ser desenvolvida, trabalhada”.

Assim, na sua abordagem à questão “Como ser criativo e pró-ativo na era digital”, cita Martha Gabriel e afirma que devemos utilizar soluções novas para problemas novos. Num mundo digital que considera convergente para os dispositivos móveis, aconselha uma aposta clara em conteúdos otimizados para mobile.



O digital não é o futuro, é o presente. – Paulo Faustino

Paulo Faustino, CEO da GetDigital, Lda, define estratégias de marketing digital para um segmento específico, os Millennials.

Com horários pouco definidos e uma tendência natural para o domínio de toda e qualquer tecnologia, 84% deste público não confia em publicidade tradicional. Estes, procuram conteúdo autêntico, focando a sua decisão de compra em reviews e social influencers.

Se o conteúdo criado para atrair consumidores for autêntico a probabilidade de consumo aumenta 247%!

O product placement é uma forma de criar este tipo de conteúdo: o produto apresenta-se em segundo plano, existindo um destaque claro para a experiência associada, parecendo, portanto, orgânico.

“Se continuarmos a fazer as coisas da mesma forma, obteremos os mesmo resultados.” Paulo Faustino



O último painel do dia foi constituído por:

  • Pedro Garcia, Digital Marketing & Strategy Manager na Allianz Group e tutor do programa Digital Marketing & Strategy na EDIT.
  • Vasco Teixeira-Pinto, Head of Digital and Growth na NOSSA™ e tutor do workshop Growth Hacking Disruptive Marketing na EDIT.
  • Paulo Faustino, CEO da GetDigital, Lda;
  • Filipe Almeida, Head of Digital Media & Intelligence na ComOn Group.
  • Nataly Dauer, Digital Strategy na AppLift – Berlim


Será que ser diferente é voltar ao antigamente? - Vasco Teixeira-Pinto


​Para além de, mais uma vez, se focar a importância de colocar o cliente no centro do desenvolvimento projetual, foram também discutidas as fronteiras entre inbound e outbound marketing.

Para mim, o offline não está morto, tem que ser bem utilizado” – Vasco Teixeira-Pinto

Apesar do inbound marketing continuar a ser uma parte muito importante do trabalho em marketing digital, em algum ponto, estes dois tipos de conteúdo vão fundir-se, alterando o formado de raciocínio, começando o estratega a pensar o que fazer sem ter em conta a disciplina.

Acredito em campanhas 360º. Mas acredito que tenham que ser pensadas.” – Vasco Teixeira-Pinto




EDIT. - Disruptive Digital Education
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